|
Seria tão fácil Senhor,
abandonar a luta por um mundo melhor... Este mundo que não para de nascer! Seria tão fácil renunciar às reuniões extenuantes, às discussões, às exposições, a essas incontáveis ações e esses compromissos ditos indispensáveis, os quais, em certas noites de fadiga extrema, duvido seriamente que sirvam meus irmãos.
Seria tão fácil
ouvir estas vozes que me envolvem e que se dizem sábias, amigáveis, até mesmo afetuosas, vozes que se me dirigem assim: «estás a precipitar-te» «lutas em vão» «passas ao lado do essencial». Vozes que murmuram insidiosamente nas minhas costas «ele gosta disto» «está-lhe no sangue» «não pode passar sem isso».
Seria tão fácil
ceder à falta de coragem e vesti-la de boas e pias intenções, como a dos deveres esquecidos e das crises de fé.
Seria tão fácil
ficar em casa ter de novo os serões livres e os fim de semana disponíveis e o sorriso das crianças e os braços da namorada.
Seria tão fácil sentar-me
e curar as feridas após as duras batalhas, repousar as pernas, os braços, a cabeça e o meu coração fatigados, e acolher a paz longe do campo de combate, e escutar , enfim, o silêncio, no qual - segundo dizem - falas aos Teus fiéis.
Seria mais fácil, Senhor,
ficar à margem e não sujar as mãos, ver os outros baterem-se e debaterem-se aconselhá-los e lastimá-los, julgá-los... e rezar por eles,
Seria mais fácil...
|
Dedicado aos Alunos do EDUCANDÁRIO PAULO FREIRE E.FUNDAMENTAL II São textos diversificados, Digitados e tirados da internet e produzidos pelos alunos para Ler e Refletir
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Senhor
O Que virá Adiante
O Que virá Adiante
O que é este zumbido,
sussurro gotejante,
algo estranho vindo
de antes do ouvido?
Uma sensação de vida,
vida verdejante
e líquida, a escorrer tal qual
córrego sinuoso,
sempre em busca
do que haverá mais adiante...
O que ele quer lhe confessar?
O que somos nós,
de onde viemos e onde tudo isso
vai desaguar?
Ora, se ventos sussurrantes
acaso pudessem sussurrar,
é isso que lhe diriam:
“Onde finda a poderosa ventania,
há um eco no horizonte,
e tal som é como a doce brisa
da primavera. Nada no mundo
pode realmente deixar de existir,
desde que haja nalgum dia
sido brisa ou ventania
no coração a amar e seguir”.
Os ventos trazem a chuva
que se oferece em êxtase para o barro.
Assim nascem de infindáveis sementes
os braços de madeira da Terra...
Você não vê o que eles desejam
com toda a ânsia da Vida por si mesma?
Querem abraçar o Céu!
O que iniciou toda essa história ancestral?
De sussurros e brisas e ventos
e córregos de amor líquido
descendo em cascatas sem igual?
Disso não sabemos...
O que sabemos é que tais questões
nascerem de mentes que surgiram de sementes.
Há toda uma mitologia que se canta em canções
de deuses, heróis, duendes e arcanjos.
Em cada mente ainda corre o líquido
que flui da Fonte aos borbotões
rumo ao Grande Oceano.
Mas agora chega de tantas indagações.
Já lhe dissemos muito, e em todo caso
a linguagem só faz represar
toda esta mitologia líquida
nos córregos eternos do ser.
Basta de pensar.
Faça silêncio,
e apenas se deixe desaguar
rumo a eternidade...
Meu amigo, meu amor, meu semelhante,
você mal faz ideia do que virá adiante!
raph’1
sexta-feira, 26 de julho de 2013
A ESCOLA DOS MEUS SONHOS
A ESCOLA DOS MEUS SONHOS
Na escola dos meus sonhos, que fica lá no fundo da minha mente e num cantinho todo especial do meu coração, existe um amplo jardim, onde crianças e jovens interagem com a natureza amando-a, respeitando-a e preservando-a de uma forma tão sólida que se reflete em seus lares voluntária e naturalmente... Lá não se vê nenhum papel no chão e todo o lixo é reciclado...
Nesta escola situada lá nos confins do meu cérebro utópico e bem no meio do meu coração apaixonado pela educação, cada professor tem a sua sala personalizada e a cada troca de turma, vai esperar, na porta, aqueles que são a razão de seu trabalho, cumprimentando-os novamente com um sorriso sincero estampado em seu rosto... Lá os professores e funcionários não se importam em “perder” parte do tempo com o relacionamento humano... Na minha “escolinha”, o professor torce e luta pelo crescimento pessoal dos seus alunos que ocupam o lugar reservado a grandes amigos em seu coração e não se importa de fugir do conteúdo e aconselhá-los de vez em quando, de uma forma despretensiosa e sincera... No educandário dos meus sonhos só se aceita professores que tenham, além da formação acadêmica, o amor ao próximo no seu currículo...
Na escola dos meus sonhos não existe livro-ponto, pois as pessoas que lá trabalham, amam o que fazem, nunca faltam e quando precisam ausentar-se por motivos inevitáveis, sentem uma grande angústia por estarem longe da sua paixão... Nesta escola, o professor é valorizado e respeitado, trabalha com uma estrutura completa, sabe fazer uso de todas as tecnologias e nunca se cansa de aprender...
Na minha escola, escondida no meio das minhas utopias, tem uma biblioteca ampla, arejada, mobiliada e (principalmente) cheia de livros, onde o aluno encontra-se com seus mestres, pois é lá que eles estão na tal “hora atividade”.
Na escola dos meus pensamentos grandiosos, não se usa mais o divã da sala dos professores, aliás nem existe tal lugar, somente um ambiente altamente agradável onde professores, alunos e funcionários passam o mesmo recreio, comem o mesmo lanche e participam das mesmas conversas... Lá no fundo da minha mente e bem no meio do meu coração, tem uma escola onde todos lutam pelos mesmos ideais, caminham na mesma estrada, rumo ao conhecimento que não se importa com a quantidade de dias letivos, acessível a todos de forma eclética e dinâmica...
De repente minha mente pára, meu coração retoma o compasso monótono, volto para a realidade e percebo que parte da escola dos meus sonhos já existe... Só a casca... Ainda está verde... E as intempéries não a deixam amadurecer como deveria.
Rubem Alves
MARICÁ PARA MARICOLÁ
Coisas que pegamos no quintal…
DE MARICÁ PARA MARICOLÁ
Bruxa bonita não tem vez! Vejam vocês que Maricolá se jogou no mar porque suas irmãs, Maricá, e Marilá, a transformaram numa pessoa horrorosa. Ela estava pensando como recuperar sua vassoura para se locomover com mais facilidade, no fundo do mar ou quem sabe, até, voltar para o penhasco, quando...
Nesse instante bateram na porta. Marcelina, a sereia-secretária, veio nadando apressadinha, murmurou um “com licença” e foi atender.
Era o Peixe-Serra, o correio do fundo do mar, trazendo uma carta presa ao serrote.
- Diga pra dona da casa botar luz na entrada da gruta. Custei pra achar o número e isso não está certo! – queixou-se ele.
- Deve ter acontecido alguma coisa com os peixes de iluminação. Mas também, por que não trabalha de dia? São horas de entregar cartas?
- Aí no envelope está escrito “urgente”, o que quer dizer “o mais depressa possível”. Pode ser até uma questão de vida ou morte. Ande, menina! Corra pra dentro e entregue a carta. Se tiver resposta eu levo.
Marcelina obedeceu resmungando:
- Não é urgente coisa nenhuma! Está amarrada com uma pedrinha e isso quer dizer que é mais uma carta cheia de desaforos das bruxas do alto do penhasco. Dona Guiomar vai ler e jogar no lixo.
Mas depois viu que a carta estava endereçada a Maricolá. Estava escrito no envelope:
Exma. Srta.
Maricolá Alvissareira da Penha
Aos cuidados da Dona Guiomar Marazul
Alameda das Esponjas Vermelhas nº 25
URGENTE
- Aquela bruxa esquisita mal chegou e já está recebendo cartas, e ainda por cima, carta urgente – pensou Marcelina desconfiada. Entregou a carta a Maricolá e ficou parada diante dela olhando-a com grande curiosidade.
Era uma carta de Maricá. A bruxinha leu e fez a cara mais espantada do mundo. Nunca pensou que a irmã pudesse escrever uma coisa assim tão carinhosa. A carta dizia:
“Querida Franguinha Gorducha, como vai? Não se resfriou ainda na água fria? Estamos muito preocupadas e achamos que está na hora de você voltar. Sabe que se ficar mais tempo pode virar um marisco, um tubarão ou uma água-viva! Estamos mais do que preocupadas, estamos APAVORADAS.
Por favor, irmãzinha, pegue lápis e papel e escreva à sua vassoura, pedindo para ela ir buscar você. E depressa ouviu? A carta tem que ser enviada para a Praia do Mar-Virado. Eu e a Marilá vamos passar a noite lá, esperando.
Sete beijinhos para você.”
E depois vinha a assinatura:
“Maricá”
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O caso do espelho
Era um
homem que não sabia quase nada. Morava longe, numa casinha de sapé esquecida
nos cafundós da mata.
Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:
— Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui? — Isso é um espelho — explicou o dono da loja.
— Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.
Os olhos do homem ficaram molhados.
— O senhor... conheceu meu pai? — perguntou ele ao comerciante.
O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.
— É não! — respondeu o outro. — Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?
O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho.
Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira.
A mulher ficou só olhando.
No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a gaveta da penteadeira, desembrulhou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho na gaveta e saiu chorando.
— Ah, meu Deus! — gritava ela desnorteada. — É o retrato de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim! A outra é linda demais! Que olhos bonitos! Que cabeleira solta! Que pele macia! A diaba é mil vezes mais bonita e mais moça do que eu!
— Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada. A mulher, chorando sentada no chão, não tinha feito nem a comida.
— Que foi isso, mulher?
— Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca lá no retrato?
— Que retrato? — perguntou o marido, surpreso.
— Aquele mesmo que você escondeu na gaveta da penteadeira!
O homem não estava entendendo nada.
— Mas aquilo é o retrato do meu pai!
Indignada, a mulher colocou as mãos no peito:
— Cachorro sem-vergonha, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho lazarento e uma jabiraca safada e horrorosa?
A discussão fervia feito água na chaleira.
— Velho lazarento coisa nenhuma! — gritou o homem, ofendido.
A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar pra casa.
— Que é isso, menina?
— Aquele cafajeste arranjou outra!
— Ela ficou maluca — berrou o homem, de cara amarrada.
— Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É o retrato de outra mulher!
A boa senhora resolveu, ela mesma, verificar o tal retrato. Entrando no quarto, abriu a gaveta, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos. Olhou de novo. Soltou uma sonora gargalhada.
— Só se for o retrato da bisavó dele! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha, cacarenta, murcha, arruinada, desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada que eu já vi até hoje!
E completou, feliz, abraçando a filha:— Fica tranquila. A bruaca do retrato já está com os dois pés na cova!
Versão de conto popular por Ricardo Azevedo
Um dia, precisando ir à cidade, passou em frente a uma loja e viu um espelho pendurado do lado de fora. O homem abriu a boca. Apertou os olhos. Depois gritou, com o espelho nas mãos:
— Mas o que é que o retrato de meu pai está fazendo aqui? — Isso é um espelho — explicou o dono da loja.
— Não sei se é espelho ou se não é, só sei que é o retrato do meu pai.
Os olhos do homem ficaram molhados.
— O senhor... conheceu meu pai? — perguntou ele ao comerciante.
O dono da loja sorriu. Explicou de novo. Aquilo era só um espelho comum, desses de vidro e moldura de madeira.
— É não! — respondeu o outro. — Isso é o retrato do meu pai. É ele sim! Olha o rosto dele. Olha a testa. E o cabelo? E o nariz? E aquele sorriso meio sem jeito?
O homem quis saber o preço. O comerciante sacudiu os ombros e vendeu o espelho, baratinho.
Naquele dia, o homem que não sabia quase nada entrou em casa todo contente. Guardou, cuidadoso, o espelho embrulhado na gaveta da penteadeira.
A mulher ficou só olhando.
No outro dia, esperou o marido sair para trabalhar e correu para o quarto. Abrindo a gaveta da penteadeira, desembrulhou o espelho, olhou e deu um passo atrás. Fez o sinal da cruz tapando a boca com as mãos. Em seguida, guardou o espelho na gaveta e saiu chorando.
— Ah, meu Deus! — gritava ela desnorteada. — É o retrato de outra mulher! Meu marido não gosta mais de mim! A outra é linda demais! Que olhos bonitos! Que cabeleira solta! Que pele macia! A diaba é mil vezes mais bonita e mais moça do que eu!
— Quando o homem voltou, no fim do dia, achou a casa toda desarrumada. A mulher, chorando sentada no chão, não tinha feito nem a comida.
— Que foi isso, mulher?
— Ah, seu traidor de uma figa! Quem é aquela jararaca lá no retrato?
— Que retrato? — perguntou o marido, surpreso.
— Aquele mesmo que você escondeu na gaveta da penteadeira!
O homem não estava entendendo nada.
— Mas aquilo é o retrato do meu pai!
Indignada, a mulher colocou as mãos no peito:
— Cachorro sem-vergonha, miserável! Pensa que eu não sei a diferença entre um velho lazarento e uma jabiraca safada e horrorosa?
A discussão fervia feito água na chaleira.
— Velho lazarento coisa nenhuma! — gritou o homem, ofendido.
A mãe da moça morava perto, escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando feito criança que se perdeu e não consegue mais voltar pra casa.
— Que é isso, menina?
— Aquele cafajeste arranjou outra!
— Ela ficou maluca — berrou o homem, de cara amarrada.
— Ontem eu vi ele escondendo um pacote na gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá! É o retrato de outra mulher!
A boa senhora resolveu, ela mesma, verificar o tal retrato. Entrando no quarto, abriu a gaveta, desembrulhou o pacote e espiou. Arregalou os olhos. Olhou de novo. Soltou uma sonora gargalhada.
— Só se for o retrato da bisavó dele! A tal fulana é a coisa mais enrugada, feia, velha, cacarenta, murcha, arruinada, desengonçada, capenga, careca, caduca, torta e desdentada que eu já vi até hoje!
E completou, feliz, abraçando a filha:— Fica tranquila. A bruaca do retrato já está com os dois pés na cova!
Versão de conto popular por Ricardo Azevedo
Meu Primeiro Beijo
Meu Primeiro Beijo
Antonio Barreto
É difícil acreditar, mas meu primeiro
beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura
Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era
"o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo
de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de
Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu
metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda:
Para Celso. Para Celso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula
que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também
não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de
lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês,
pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto,
sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
-
Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12
calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou
coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada
menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica;
0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto
do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de
pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos
eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele
calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz,
fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus.
Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas
coladas, por alguns segundos.
E de repente o ônibus já havia chegado no
ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de
novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o
mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas
de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que
nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio.
Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD,
Assinar:
Postagens (Atom)





